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Nova tecnologia com 21 lasers transmite 362 Gbps e pode aposentar o Wi-Fi

Nova tecnologia com 21 lasers transmite 362 Gbps e pode aposentar o Wi-Fi

A tecnologia laser substitui Wi-Fi pode deixar de ser ficção científica em breve: pesquisadores desenvolveram um sistema de transmissão de dados que usa 21 feixes de laser simultâneos para entregar velocidades de 362 Gbps — o suficiente para baixar um filme em 4K em menos de 1 segundo. A novidade foi reportada em 11 de maio de 2026 pelo portal CPG Click Petróleo e Gás, que destacou ainda o consumo energético 50% menor em comparação ao padrão Wi-Fi 6 atual. Saiba mais sobre a tecnologia Li-Fi na Wikipedia.

Para ter uma ideia da escala: o Wi-Fi 6, hoje considerado o topo de linha para redes domésticas e corporativas, atinge velocidades teóricas de até 9,6 Gbps em condições ideais. A solução baseada em laser multiplica esse número por quase 38 vezes, abrindo caminho para uma nova era de conectividade sem fio de altíssima capacidade.

Neste artigo, você vai entender como essa tecnologia funciona, por que ela representa uma ruptura real com o modelo atual de transmissão sem fio e quais são os obstáculos antes de chegar ao mercado consumidor.

O que é a tecnologia de transmissão por laser e como ela funciona?

O sistema usa comunicação óptica sem fio (OWC, do inglês Optical Wireless Communication), uma técnica que substitui as ondas de rádio tradicionais do Wi-Fi por feixes de luz infravermelha ou laser para transportar dados. No caso desta pesquisa, são 21 lasers operando em paralelo, cada um carregando uma fatia do sinal total — uma abordagem chamada multiplexação espacial.

Para se aprofundar no assunto, vale conferir também USB-C se consolida como padrão único de carregamento em 2026 e Protocolo Matter: 5 formas que ele simplifica sua casa inteligente.

Ao combinar os 21 canais, o sistema alcança a marca de 362 Gbps de throughput agregado. Em termos práticos, isso significa transferir aproximadamente 45 gigabytes por segundo — capacidade que hoje só existe em links de fibra óptica de data centers de grande porte.

Por que o consumo de energia 50% menor importa tanto quanto a velocidade?

Redes sem fio consomem energia de forma crescente: estima-se que a infraestrutura global de telecomunicações já responda por cerca de 2% do consumo elétrico mundial, número que tende a crescer com a expansão do 5G e da IoT. Um sistema que entrega 38 vezes mais velocidade consumindo metade da energia do Wi-Fi 6 muda completamente a equação de custo operacional.

Segundo informações do CPG Click Petróleo e Gás, que checou os dados da pesquisa antes de publicar, a eficiência energética da solução é um dos diferenciais mais relevantes para aplicações industriais e de infraestrutura crítica, como plataformas de petróleo e gás — exatamente o público do veículo que trouxe a notícia ao Brasil.

Tecnologia laser vs. Wi-Fi 6: o que muda na prática?

O Wi-Fi 6 (padrão IEEE 802.11ax) opera nas faixas de 2,4 GHz e 5 GHz usando ondas de rádio que se propagam em todas as direções e sofrem interferência de paredes, outros dispositivos e sinais concorrentes. A transmissão por laser é direcional: o feixe vai de ponto A ao ponto B com mínima dispersão, o que reduz interferência e aumenta a segurança — interceptar um feixe laser exige posicionamento físico preciso, diferente de capturar sinal de rádio com uma antena.

A desvantagem mais evidente é justamente essa direcionalidade: qualquer obstáculo entre emissor e receptor — uma pessoa atravessando o caminho, por exemplo — pode interromper o sinal. Esse é o principal desafio de engenharia que separa a tecnologia do uso doméstico em massa.

Quais são os obstáculos antes de chegar às casas e empresas?

A pesquisa demonstrou viabilidade técnica em ambiente controlado, mas a jornada até o produto comercial envolve ao menos três barreiras concretas. Primeiro, o custo dos componentes de laser de precisão ainda é elevado para produção em escala de consumo. Segundo, os sistemas de rastreamento automático (para manter o feixe alinhado mesmo com movimento dos dispositivos) precisam de maturação. Terceiro, regulamentações de segurança para emissões laser em ambientes públicos variam por país e ainda não contemplam esse tipo de uso.

Para ambientes corporativos, industriais e de infraestrutura — onde os dispositivos ficam fixos e as distâncias são controladas — a adoção tende a ser mais rápida. Data centers, hospitais, fábricas e plataformas offshore são candidatos naturais para as primeiras implementações comerciais.

O Wi-Fi realmente vai acabar?

A resposta honesta é: não no curto prazo. O Wi-Fi tem décadas de ecossistema consolidado, bilhões de dispositivos compatíveis e uma infraestrutura de suporte global. O padrão Wi-Fi 7 (IEEE 802.11be), que já começa a chegar em roteadores e smartphones em 2026, promete velocidades teóricas de até 46 Gbps — ainda muito abaixo dos 362 Gbps da solução laser, mas suficiente para a maioria dos casos de uso doméstico pelos próximos anos.

O cenário mais provável é de coexistência: laser e OWC para links de alta capacidade em ambientes controlados, Wi-Fi para mobilidade geral e IoT. A história da tecnologia mostra que substituições totais raramente acontecem de uma vez — o 4G não eliminou o 3G imediatamente, e o 5G ainda divide espaço com o 4G em 2026.

A tecnologia com 21 lasers e 362 Gbps é um avanço técnico real e verificável, publicado em 11 de maio de 2026, que mostra um caminho concreto para além das limitações físicas do Wi-Fi baseado em ondas de rádio. O consumo 50% menor que o Wi-Fi 6 e a capacidade de baixar filmes 4K em menos de 1 segundo tornam a solução especialmente atraente para aplicações industriais e de infraestrutura. Para o usuário doméstico, a mudança ainda levará anos — mas a direção está clara.

Você acha que a tecnologia laser vai substituir o Wi-Fi na sua casa nos próximos 10 anos? Deixe sua opinião nos comentários abaixo e compartilhe este artigo com quem trabalha com redes e conectividade.

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Lucas Silva

Jornalista de tecnologia há 8 anos. Acompanha lançamentos de smartphones, IA generativa e tendências do mercado tech brasileiro. Formado em Comunicação pela USP.