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Cybertruck perde rodas em movimento: o que está acontecendo em 2026

Cybertruck perde rodas em movimento: o que está acontecendo em 2026

O Cybertruck está perdendo as rodas — literalmente — e o problema virou manchete no Brasil e no mundo. Segundo reportagem publicada pela Fast Company Brasil em 14 de maio de 2026, a picape elétrica da Tesla tem registrado casos em que as rodas se desprendem do veículo durante o uso normal, levantando sérias questões sobre qualidade de fabricação e segurança dos ocupantes.

O Cybertruck já chegou ao mercado cercado de polêmica: atrasos de anos, promessas técnicas que foram revisadas e um design que divide opiniões. Agora, um problema mecânico concreto — rodas que se soltam em pleno movimento — coloca em xeque a reputação de engenharia da Tesla e preocupa proprietários que pagaram valores elevados pela picape. E, como reportou a Fast Company Brasil, esse não é um caso isolado.

Neste artigo, analisamos os casos documentados, as possíveis causas técnicas por trás da falha, o que a Tesla comunicou oficialmente e o que proprietários e potenciais compradores precisam saber antes de tomar qualquer decisão.

O que está acontecendo com as rodas do Cybertruck?

Vídeos e relatos de proprietários nos Estados Unidos mostram rodas do Cybertruck se desprendendo enquanto o veículo está em movimento. O problema envolve a fixação dos parafusos de roda — componente crítico em qualquer automóvel —, que em alguns casos apresenta torque insuficiente ou falha nos pinos de retenção.

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A Fast Company Brasil confirmou em 14 de maio de 2026 que o fenômeno não é pontual: há múltiplos registros documentados, com imagens e vídeos circulando nas redes sociais e em fóruns especializados de proprietários de Tesla.

Componentes envolvidos na falha

O sistema de fixação de rodas do Cybertruck utiliza um conjunto de parafusos e porcas de roda com especificação de torque definida em fábrica. Quando esse torque não é aplicado corretamente — seja na linha de montagem ou após qualquer serviço de manutenção — a roda pode afrouxar progressivamente até se desprender.

Há também relatos que apontam para possível incompatibilidade entre o torque especificado e as condições de uso real, especialmente em veículos que passaram por upgrades de suspensão aftermarket, como o kit CyberShock da Unplugged Performance, projetado especificamente para a traseira do Cybertruck e que trabalha em conjunto com o amortecedor de ar de fábrica.

Cybertruck perdendo as rodas: histórico de problemas acumulados

Este não é o primeiro problema sério enfrentado pela picape da Tesla. Desde o lançamento comercial, o Cybertruck acumulou recalls relacionados a acelerador, limpador de para-brisa e sistema de freios. A perda de rodas representa uma escalada em gravidade, pois envolve risco direto de acidente.

Além disso, a Fast Company Brasil publicou em 24 de maio de 2026 que os Cybertrucks também não flutuam — contrariando declarações anteriores de Elon Musk —, reforçando um padrão de promessas técnicas que não se sustentam na prática.

Linha do tempo dos incidentes documentados

Os primeiros relatos de rodas soltas surgiram em fóruns como o Cybertruck Owners Club ainda em 2024, mas ganharam visibilidade nacional e internacional ao longo de 2025 e 2026. A Fast Company Brasil trouxe o tema para o público brasileiro em maio de 2026, consolidando a percepção de que o problema persiste sem solução definitiva.

Proprietários relatam que, em alguns casos, a roda se soltou após apenas alguns meses de uso e sem nenhuma intervenção mecânica prévia, o que aponta para falha de origem na linha de montagem.

O que a Tesla comunicou sobre o problema?

Até a data de publicação deste artigo, a Tesla não emitiu um recall formal e público especificamente voltado para a perda de rodas do Cybertruck no Brasil. Nos Estados Unidos, a NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration — agência federal de segurança viária americana) é o órgão responsável por investigar e exigir recalls; verifique o site oficial da NHTSA para atualizações sobre investigações abertas relacionadas ao Cybertruck.

A Tesla historicamente responde a problemas via atualizações de software over-the-air (OTA) quando a falha é de origem eletrônica. Para falhas mecânicas como esta, o caminho é o recall físico com substituição ou reaperto de componentes nas assistências técnicas autorizadas.

Quais são os riscos reais para o motorista?

Uma roda que se desprende em velocidade de rodovia representa risco de vida — tanto para os ocupantes do veículo quanto para outros motoristas. O Cybertruck pesa entre 2.900 kg e 3.100 kg dependendo da versão, o que significa que uma roda solta em alta velocidade tem energia cinética suficiente para causar acidentes graves.

Do ponto de vista da engenharia automotiva, o problema também afeta o sistema de tração elétrica: o Cybertruck utiliza motores elétricos por eixo, e a perda de uma roda pode danificar componentes do powertrain, elevando o custo de reparo para além do esperado em uma simples troca de pneu.

Vale a pena comprar o Cybertruck agora?

Com base nos fatos disponíveis — múltiplos casos documentados de perda de rodas, histórico de recalls e ausência de comunicado oficial resolutivo —, a resposta honesta é: espere. Compradores interessados devem aguardar um posicionamento formal da Tesla e, idealmente, a confirmação de que o problema foi corrigido na linha de montagem.

Para quem já possui o veículo, a recomendação é verificar o torque dos parafusos de roda em uma assistência técnica autorizada Tesla o quanto antes, especialmente se o carro passou por qualquer serviço de suspensão ou troca de pneus.

Prós e contras do Cybertruck em 2026

  • Prós: autonomia competitiva, desempenho de aceleração acima da média, design único, ecossistema Tesla de carregamento (Supercharger)
  • Contras: histórico de recalls acumulados, problema ativo de perda de rodas sem recall formal, preço elevado, assistência técnica limitada fora dos EUA, promessas técnicas não cumpridas (flutuação, blindagem)

O Cybertruck perdendo as rodas literalmente em movimento é um problema grave que vai além do constrangimento para a Tesla — é uma questão de segurança pública. Com casos documentados e reportados pela Fast Company Brasil em maio de 2026, e sem um recall formal que resolva a situação de forma definitiva, proprietários e interessados precisam agir com cautela. Se você já tem um Cybertruck, cheque o torque das rodas imediatamente. Se está pensando em comprar, aguarde um posicionamento oficial da montadora antes de fechar negócio.

Você já viu algum caso de Cybertruck com problema de roda no Brasil ou conhece alguém que passou por isso? Conta nos comentários — sua experiência pode ajudar outros leitores a tomar decisões mais informadas.

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Marina Costa

Especialista em IA e gadgets. Cobre lançamentos da OpenAI, Google e Anthropic, e analisa wearables e smart home. Pós-graduada em Ciência de Dados pela FGV.